A Vale deu mais um passo na reorganização de seus ativos de metais para transição energética. A companhia anunciou a formação de um consórcio para desenvolver o cinturão de níquel de Thompson, em Manitoba, no Canadá, com potencial de investimento de até US$ 200 milhões.

A iniciativa será conduzida por meio da Vale Base Metals, braço da mineradora dedicado a cobre, níquel e outros minerais estratégicos. Pelo acordo, será criada uma nova empresa responsável pelo avanço do projeto. A maior parte do capital ficará com parceiros financeiros e estratégicos, enquanto a Vale manterá participação minoritária de 18,9%.

A proposta é acelerar a exploração e o desenvolvimento da região, considerada uma das áreas tradicionais de produção de níquel no Canadá. O movimento faz parte de uma revisão estratégica dos ativos da companhia em Thompson, com foco em tornar a operação mais competitiva e alinhada às demandas de longo prazo do mercado global.

Além da participação societária, a Vale garantiu um contrato de compra da produção futura de concentrado de níquel da planta local. Na prática, isso preserva sua posição como uma das principais produtoras do metal no país e assegura acesso ao insumo, mesmo com a entrada de novos investidores na estrutura do projeto.

O níquel ocupa posição central na cadeia da transição energética. Ele é utilizado em ligas metálicas de alta performance e, sobretudo, em baterias de veículos elétricos, que demandam metais com maior densidade energética. A expectativa é que o crescimento da mobilidade elétrica e da eletrificação industrial sustente a procura pelo mineral nas próximas décadas.

A conclusão da operação ainda depende de aprovações regulatórias e governamentais no Canadá e deve ocorrer até o fim de 2026.