O Banco Central decidiu nesta quarta-feira (18) elevar a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, levando os juros básicos da economia brasileira para 15% ao ano — o maior patamar desde 2006.
A decisão, tomada por unanimidade pelo Comitê de Política Monetária (Copom), já era amplamente esperada pelo mercado, após semanas de sinalizações de que o ciclo de aperto monetário ainda não havia terminado.
A justificativa central segue a mesma: controlar a inflação e ancorar as expectativas futuras de preços, especialmente em um contexto de maior incerteza fiscal e cambial.
Pressões internas e externas
O Copom reforçou no comunicado que o cenário global segue volátil, com destaque para o ambiente de juros altos nos Estados Unidos e para os efeitos ainda incertos das novas tarifas comerciais anunciadas recentemente pelo governo Trump.
No cenário interno, a preocupação com a desancoragem das expectativas de inflação e com os impactos fiscais das últimas medidas do governo também pesou na decisão.
Analistas já vinham projetando que o Banco Central poderia levar a Selic até 15%, caso as pressões inflacionárias não cedessem nos últimos meses — o que de fato se confirmou.
E agora?
O mercado agora volta as atenções para os próximos passos do Banco Central. Parte dos economistas acredita que este pode ser o fim do ciclo de alta, enquanto outra parte não descarta novos ajustes caso o cenário de inflação continue desafiador.
Para os consumidores e empresas, a elevação da Selic deve trazer efeitos diretos: encarecimento do crédito, maior pressão sobre o consumo e impacto sobre a atividade econômica nos próximos trimestres.
O próximo encontro do Copom está previsto para agosto.