A Petrobras fechou 2025 com os maiores volumes de produção e exportação de petróleo de sua história, consolidando o avanço do pré-sal como principal motor de crescimento da companhia.
A produção média anual própria alcançou aproximadamente 2,99 milhões de barris de óleo equivalente por dia, superando com folga o desempenho do ano anterior e ficando acima das metas projetadas. O resultado reflete a entrada de novas plataformas, ganhos de eficiência operacional e maior maturidade dos campos em águas ultraprofundas.
No último trimestre do ano, a produção total operada ultrapassou 3 milhões de barris de óleo equivalente por dia, mesmo com paradas programadas para manutenção em algumas unidades. O desempenho reforça a capacidade da estatal de manter expansão consistente mesmo em um cenário operacional complexo.
O peso crescente do pré-sal
O pré-sal segue no centro dessa trajetória. A região respondeu por mais de 80% da produção total no período, com destaque para o campo de Búzios, que ultrapassou a marca de 1 milhão de barris por dia em determinados momentos do ano.
A produtividade elevada dos poços e o custo competitivo de extração continuam sendo diferenciais estratégicos da companhia, fortalecendo sua posição no mercado internacional.
Exportações também batem recorde
O avanço da produção se traduziu em maior presença no comércio global. A Petrobras registrou média histórica de exportações próxima de 765 mil barris por dia ao longo de 2025, com volumes ainda mais elevados no quarto trimestre.
A Ásia permanece como principal destino do petróleo brasileiro, especialmente China e Índia, enquanto a Europa mantém participação relevante na carteira de clientes. A diversificação geográfica ajuda a reduzir riscos comerciais e amplia a flexibilidade estratégica da estatal.
Reposição de reservas e horizonte de longo prazo
Além do crescimento produtivo, a companhia também conseguiu ampliar seu estoque de reservas. A incorporação de cerca de 1,7 bilhão de barris de óleo equivalente ao portfólio elevou o índice de reposição para um dos níveis mais altos dos últimos anos, garantindo um horizonte confortável de produção futura.