O mercado de petróleo pegou fogo nesta quarta-feira (11), e com ele, as ações das petroleiras brasileiras. O motivo? Um risco geopolítico que ninguém viu chegando: os Estados Unidos estariam se preparando para evacuar sua embaixada no Iraque — segundo maior produtor da Opep — elevando os temores de conflito na região.

Com isso, o preço do petróleo disparou mais de 4%, levando junto os papéis do setor na B3. As ações preferenciais da Petrobras (PETR4) fecharam em alta de 3,33%, a R$ 31,05, enquanto as ordinárias (PETR3) subiram 2,93%, para R$ 33,33. Outras petroleiras seguiram o rastro: Brava (+3,03%), PetroReconcavo (+2,70%) e PRIO (+1,74%).

Os contratos do Brent terminaram o dia em US$ 69,77, e os do WTI chegaram a US$ 68,15 — os maiores níveis desde o início de abril.

A notícia da possível evacuação da embaixada americana pegou traders de surpresa e aumentou o temor de um novo ciclo de instabilidade no Oriente Médio. Isso acontece num momento já tenso, com o Irã ameaçando retaliar bases dos EUA caso as negociações sobre seu programa nuclear fracassem.

Embora a Opep+ tenha planos de aumentar a produção em julho, o cenário instável mantém dúvidas sobre a oferta real — e isso costuma empurrar os preços para cima.

Com o petróleo em alta, empresas produtoras ganham em valor, já que tendem a vender mais caro e gerar mais receita. Por isso, mesmo sem mudanças nas empresas em si, os investidores correram para garantir posição nos papéis do setor.

Esse tipo de movimento mostra como o mercado de commodities pode ser sensível a fatores políticos — e como a volatilidade global pode se traduzir em oportunidades (ou riscos) bem aqui no Brasil.