Os contratos futuros do minério de ferro estenderam a sequência de quedas nesta terça-feira, pressionados por sinais de enfraquecimento da demanda e pelas restrições impostas a siderúrgicas no norte da China antes de um desfile militar marcado para setembro.
No mercado de Dalian, o contrato mais negociado para janeiro encerrou o dia em queda de 0,64%, cotado a 771 iuanes (cerca de US$ 107,35) por tonelada. Já na Bolsa de Cingapura, a referência para setembro recuou 0,37%, a US$ 101,05 por tonelada. Ambos acumulam cinco sessões consecutivas de perdas, somando uma desvalorização próxima a 3%.
Pressão sobre siderúrgicas
Segundo a consultoria Mysteel, algumas usinas em Tangshan, maior polo siderúrgico da China, receberam ordens para reduzir a produção, como forma de melhorar a qualidade do ar em Pequim durante as comemorações da vitória na Segunda Guerra Mundial. A medida reforça a expectativa de menor apetite por minério no curto prazo.
Além das restrições, analistas apontam sinais de enfraquecimento estrutural no mercado de aço. Estoques crescem em ritmo acelerado, enquanto o consumo final permanece fraco. “O setor mostra um arrefecimento claro, com estoques aumentando e demanda frágil nas cadeias industriais”, afirmou Guiqiu Zhuo, da corretora Jinrui Futures.
Impacto nos preços do aço
Na Bolsa de Futuros de Xangai, os principais índices do aço também caíram. O vergalhão recuou 1,48%, a bobina laminada a quente caiu 0,38%, o fio-máquina perdeu 0,71% e o aço inoxidável cedeu 1,07%. Esse desempenho negativo arrastou ainda mais as cotações das matérias-primas ligadas à siderurgia.