A Bolsa brasileira renovou seu recorde nesta quinta-feira (3), em meio a um cenário de tensão internacional e incertezas fiscais no Brasil. O Ibovespa subiu 1,35% e fechou aos 140.927 pontos, superando a marca anterior de 20 de maio, quando havia encerrado o dia em 140.109 pontos. Durante o pregão, chegou a tocar os 141 mil.
O movimento refletiu o apetite por risco em meio a expectativas favoráveis sobre o ambiente fiscal nos EUA — apesar da tensão comercial — e o debate político no Brasil sobre a tributação.
Dólar recua, mas segue pressionado
No câmbio, o dólar comercial encerrou o dia em queda de 0,29%, cotado a R$ 5,40, no menor patamar de fechamento desde 24 de junho. A moeda americana oscilou entre R$ 5,40 e R$ 5,44 durante o dia, acompanhando os desdobramentos das negociações comerciais entre os Estados Unidos e seus principais parceiros.
A tendência de queda do dólar, embora modesta, reflete uma melhora pontual na percepção de risco global e um fluxo cambial favorável no curto prazo. Ainda assim, a volatilidade persiste.
Nos EUA, Trump avança com corte de impostos
Do lado externo, o avanço do “Grande e belo projeto de lei”, como o presidente Donald Trump apelidou seu pacote de medidas fiscais, animou parte dos mercados. O plano, aprovado nesta quinta, prevê cortes significativos de impostos, além de recursos para segurança nacional, políticas de imigração e redução de gastos com seguridade social.
Apesar da aprovação, investidores mantêm no radar a possibilidade de escalada na guerra comercial, com o fim da atual trégua se aproximando e novas tarifas sendo discutidas.
Impasse do IOF no Brasil segue sem desfecho
No Brasil, o foco continua sendo o impasse em torno do IOF. Após o Congresso derrubar os decretos presidenciais que aumentavam a alíquota do imposto, o governo federal acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar reverter a decisão — em mais um capítulo do embate entre Executivo e Legislativo.
O mercado segue atento à evolução desse processo, que pode ter impacto relevante na arrecadação de 2025 e na viabilidade do arcabouço fiscal.