A China está dando mais um passo ousado para consolidar sua posição como potência tecnológica. O governo acaba de anunciar a criação de um fundo de capital de risco estatal, voltado para impulsionar setores estratégicos como inteligência artificial, semicondutores, tecnologia quântica e armazenamento de energia de hidrogênio.
O plano não é modesto: ao longo dos próximos 20 anos, o fundo deve mobilizar cerca de 1 trilhão de yuans (aproximadamente US$ 138 bilhões). O objetivo é criar um ecossistema robusto de inovação, combinando investimentos do setor privado e de governos locais, com foco em tecnologias de ponta e ciclos de investimento de longo prazo.
A estratégia chinesa não é apenas financeira, mas também geopolítica. O país vem buscando maior independência tecnológica diante das restrições comerciais globais, e esse novo fundo reforça a determinação de Pequim em liderar o cenário global de inovação. A abordagem será voltada para a “tecnologia pesada”, permitindo que startups e empresas emergentes cresçam com suporte estatal e uma maior tolerância ao risco.
Além do fundo estatal, o maior banco comercial do mundo, o ICBC, também lançou recentemente uma iniciativa bilionária voltada para inovação, com especial atenção para semicondutores e manufatura avançada. Esse movimento reforça o compromisso chinês com a revolução tecnológica e a busca incessante por competitividade global.
O recado está dado: a China não quer apenas acompanhar a inovação – ela quer ditar as regras do jogo. O impacto desse movimento no mercado global pode ser profundo, abrindo oportunidades e redefinindo as relações econômicas internacionais nos próximos anos.