Em um país que ainda associa o espumante às celebrações de fim de ano, a Chandon — braço da gigante LVMH — vislumbra um novo cenário. E não se trata apenas de vender mais garrafas: a proposta é transformar o hábito de consumo, sofisticar o cotidiano e consolidar o Brasil como mercado estratégico no mapa global da marca.
Além do brinde ocasional
“Ainda vemos o espumante no Brasil como uma bebida de celebração”, pontua Sibylle Scherer, CEO da Chandon. Mas essa visão está mudando. A marca percebe uma abertura crescente para que o espumante ocupe outros espaços da rotina — um almoço ao ar livre, um jantar casual ou até mesmo um fim de tarde com amigos.
Esse movimento acompanha tendências internacionais, onde o espumante é visto não como exceção, mas como extensão do estilo de vida. E, diante do amadurecimento do paladar brasileiro e da valorização de experiências sensoriais mais autênticas, a Chandon aposta na transição.
Sustentabilidade como pilar, não como tendência
A vinícola da Chandon em Garibaldi (RS) é hoje um exemplo de práticas sustentáveis. A empresa adota o modelo de produção integrada, com controle rigoroso desde o vinhedo até a taça, além de investir em reflorestamento, manejo hídrico e mínima intervenção na produção.
Essa escolha não é apenas estética ou mercadológica — ela responde a um consumidor mais informado, exigente e consciente, especialmente nas faixas de renda mais altas, que buscam qualidade com propósito.
Névoa das Encantadas: um manifesto líquido
O lançamento mais recente da marca, o espumante Névoa das Encantadas, é mais do que uma nova etiqueta: é um manifesto. Produzido exclusivamente com uvas Chardonnay, sem adição de licor de expedição e com mínima intervenção humana, ele traduz a busca pela essência do terroir e pela transparência na produção.
É o tipo de produto que conversa diretamente com um público que entende o luxo como sinônimo de autenticidade.
Uma oportunidade para os olhos mais atentos
O mercado brasileiro de espumantes vem crescendo — impulsionado por um consumidor mais jovem, mais aberto a novas ocasiões de consumo e menos preso às tradições sazonais.