O investidor bilionário Warren Buffett, à frente da Berkshire Hathaway, realizou ajustes relevantes em sua carteira no segundo trimestre, movimentando bilhões de dólares em diferentes setores.
De acordo com documento divulgado em 14 de agosto, a Berkshire adquiriu cinco milhões de ações da UnitedHealth Group, equivalente a um investimento de aproximadamente US$ 1,6 bilhão. A notícia impulsionou os papéis da gigante de saúde, que chegaram a disparar até 9,6% nas negociações pós-mercado.
A aposta ocorre em um momento desafiador para a empresa, que, nos últimos meses, enfrentou alta inesperada nos custos médicos, resultados abaixo das estimativas de Wall Street pela primeira vez em mais de uma década e mudanças na liderança, incluindo a substituição do CEO e o anúncio de troca do diretor financeiro.
Ao mesmo tempo, Buffett decidiu encerrar completamente a posição da Berkshire na T-Mobile US, vendendo sua participação de US$ 1 bilhão.
Ajustes em participações estratégicas
O movimento também incluiu a venda de 20 milhões de ações da Apple, reduzindo, mas não alterando a relevância da empresa no portfólio — que segue sendo a maior posição da Berkshire em valor de mercado. No trimestre, a fatia na Apple encolheu cerca de US$ 9,2 bilhões.
Outro corte foi no Bank of America: 26 milhões de ações vendidas, levando a participação para aproximadamente 8%. As reduções no banco começaram em 2024, sem explicações públicas para a decisão.
Na Kraft Heinz, a participação foi mantida, mas a posição continua sendo um ponto sensível para Buffett, após um prejuízo contábil de US$ 3,8 bilhões registrado no início de 2025.
Apostas setoriais e novos reforços
Entre os reforços de portfólio, a Berkshire aumentou a posição na construtora Lennar Corp, vendeu parte das ações da D.R. Horton e adquiriu mais papéis da fabricante de aço Nucor. Essas alterações só se tornaram públicas agora, pois a companhia havia solicitado sigilo temporário à SEC, órgão regulador do mercado norte-americano.
Com essa série de ajustes, Buffett mantém sua tradicional estratégia de rotacionar o portfólio conforme oportunidades e riscos se apresentam, mantendo foco em empresas com fundamentos sólidos, mesmo em meio a turbulências setoriais.