A Alphabet, controladora do Google, tornou-se oficialmente a quarta empresa do mundo a atingir o valor de mercado de US$ 3 trilhões. As ações da gigante da tecnologia subiram mais de 4% nesta segunda-feira, levando a companhia a encerrar o pregão avaliada em US$ 3,05 trilhões — um patamar até então alcançado apenas por Apple, Microsoft e Nvidia.
O que impulsionou a disparada
O avanço mais recente foi turbinado por uma decisão judicial nos Estados Unidos. Um tribunal rejeitou as punições mais severas pedidas pelo Departamento de Justiça em um processo antitruste que acusava o Google de monopólio ilegal em buscas e publicidade digital. Entre as medidas cogitadas estava a venda forçada do navegador Chrome — algo que assustava investidores.
A sentença do juiz Amit Mehta descartou essa possibilidade, e o alívio levou as ações a recordes históricos. O próprio presidente Donald Trump chegou a parabenizar publicamente a empresa, classificando o resultado como “um grande dia”.
A força do mercado
Com a disparada recente, os papéis da Alphabet já acumulam alta de mais de 30% em 2025, contra um avanço de cerca de 15% do Nasdaq no mesmo período. O marco acontece aproximadamente 20 anos após o IPO do Google e pouco mais de uma década depois da criação da Alphabet como holding.
Desafios à frente
Desde 2019 sob o comando do CEO Sundar Pichai, a Alphabet atravessa um cenário desafiador: além da pressão regulatória crescente nos EUA e na Europa, enfrenta a ascensão de rivais no campo da inteligência artificial. A popularização de plataformas como OpenAI e Perplexity obrigou a empresa a acelerar investimentos em sua própria suíte de modelos, o Gemini, considerado peça central para manter relevância em uma nova era tecnológica.
O recado do marco
O ingresso no seleto clube dos US$ 3 trilhões consolida a Alphabet não apenas como uma potência em buscas e publicidade online, mas como um dos nomes centrais da corrida pela próxima geração de tecnologias digitais