Pela primeira vez, uma marca nacional superou gigantes globais em um dos mercados mais competitivos das bebidas: os energéticos. A catarinense Baly Brasil conquistou o segundo lugar em participação de mercado, ultrapassando a Red Bull e ficando atrás apenas da Monster, segundo dados da NielsenIQ.

Com 25% de share volume nos últimos 12 meses, a empresa cresceu 4,2% no período, e teve um salto de 27% entre o 4º trimestre de 2024 e o 1º de 2025.

Um novo protagonista global
Mais do que números, o avanço da Baly representa uma quebra de paradigma. O Brasil, antes apenas um consumidor relevante, agora também lidera inovações e ditas tendências no setor de energéticos.

A empresa já está presente em Uruguai, Paraguai, México, Chile e EUA, e mantém ritmo acelerado de expansão. Só em 2024, bateu produção recorde de 205 milhões de litros. E nos quatro primeiros meses de 2025, já produziu 90 milhões de litros — ritmo de crescimento médio de 50% ao ano.

Sua principal linha, o Baly Energy Drink, detém 50% do mercado nacional. Um domínio que vem sendo consolidado com estratégias certeiras de sabor, distribuição e linguagem.

Referência nos sabores e nos zeros
Com uma abordagem ousada, a Baly redefiniu o perfil de consumo dos energéticos no Brasil. Ela é a líder absoluta no segmento de saborizados, com 70% de share volume — e cresceu 24% no 1º trimestre de 2025, bem acima da média do mercado (+15%).

A marca também se destaca no nicho que mais cresce: o dos energéticos sem açúcar. O setor saltou de 12% para 16% de participação no total de energéticos, e a Baly já detém 35% de share, chegando a 39% só no 1º trimestre de 2025.

Do rolê noturno à rotina diária
O maior trunfo da Baly foi ampliar o uso do energético para além da balada. Com sabores criativos, embalagens vibrantes e uma comunicação acessível, ela posicionou o produto como uma bebida do dia a dia — para trabalhar, estudar ou treinar.

Essa mudança de comportamento foi decisiva: no 1º trimestre de 2025, a Baly foi responsável por 49% do crescimento da categoria. Quando comparado diretamente com o último trimestre de 2024, esse número sobe para 57% da variação total.