A Nvidia retomou a coroa do mercado nesta quarta-feira (4) e voltou a liderar o ranking das empresas mais valiosas do planeta. Avaliada agora em US$ 3,461 trilhões, a fabricante de chips ultrapassou a Microsoft — que ficou em US$ 3,447 trilhões — e reassumiu o posto que já havia conquistado brevemente no ano passado.

A valorização recente foi impulsionada por um salto de 25% nas ações só no último mês, em meio à alta demanda por seus chips de inteligência artificial e ao otimismo renovado com a expansão do setor. Desde o início de 2025, a alta acumulada é de 2,6%.

Alta de receita e novos chips aceleram a escalada
Na última semana, a Nvidia reportou receita trimestral de US$ 44,1 bilhões, um crescimento de 69% em relação ao mesmo período do ano anterior. O lucro líquido também surpreendeu, subindo 26%, para US$ 18,8 bilhões.

O CEO Jensen Huang afirmou que a demanda por chips de IA continua “incrivelmente forte”. Em paralelo, a companhia também se moveu para contornar restrições à exportação com o lançamento de uma versão enfraquecida de seu chip H20, voltada ao mercado chinês.

Microsoft, Apple e Amazon seguem na disputa
O novo topo da Nvidia ocorre em um cenário altamente concentrado. Confira as maiores empresas por valor de mercado nesta quarta:

Nvidia – US$ 3,461 tri

Microsoft – US$ 3,447 tri

Apple – US$ 3,029 tri

Amazon – US$ 2,2 tri

Alphabet (Google) – US$ 2,04 tri

Logo atrás vêm Meta, Saudi Aramco, Broadcom, Tesla e Berkshire Hathaway.

Um novo paradigma no poder corporativo
A ascensão da Nvidia reflete uma mudança de eixo no mercado global: o centro de poder corporativo já não gira em torno de software ou petróleo, mas sim da infraestrutura que viabiliza a inteligência artificial.

No curto prazo, a volatilidade pode continuar — especialmente diante de tensões comerciais entre EUA e China. Mas os números mostram que, hoje, quem domina o mercado é quem fornece os blocos de construção do novo ciclo tecnológico.