A Petrobras encerrou o primeiro trimestre de 2025 com lucro líquido de R$ 35,2 bilhões, um avanço de 48,6% em relação ao mesmo período do ano passado. O desempenho foi impulsionado por efeitos cambiais favoráveis, melhora no resultado financeiro e um cenário de preços mais elevados no mercado interno de combustíveis.
A receita líquida somou R$ 123,14 bilhões, crescimento de 4,6% sobre os R$ 117,72 bilhões registrados no primeiro trimestre de 2024.
Efeito câmbio e resultado financeiro
Boa parte da melhora no lucro veio da valorização de 7% do real frente ao dólar no final do trimestre, o que resultou em um efeito positivo de R$ 18,36 bilhões. Após impostos e outros ajustes, o impacto líquido foi de R$ 17,6 bilhões.
O resultado financeiro líquido foi positivo em R$ 10,6 bilhões, revertendo perdas registradas tanto no trimestre anterior (R$ 39,9 bilhões negativos) quanto no mesmo período do ano passado (R$ 9,58 bilhões negativos).
Vendas internas em alta, externas em leve queda
As vendas no mercado interno cresceram 7,5%, somando R$ 91,09 bilhões, com destaque para a comercialização de derivados como:
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Diesel: R$ 38,3 bilhões (+9,4%)
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Gasolina: R$ 17,3 bilhões (+9,3%)
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Querosene de aviação: R$ 6,5 bilhões (+12%)
No mercado externo, a receita com exportações caiu 2,8%, totalizando R$ 32,05 bilhões no trimestre.
Ebitda e endividamento
O Ebitda ajustado da companhia cresceu 1,7%, chegando a R$ 61,08 bilhões.
Já o endividamento líquido subiu 7,3%, alcançando US$ 56,03 bilhões. Em reais, a dívida chegou a R$ 327,2 bilhões — reflexo direto da variação cambial e da estratégia de captação.
A alavancagem financeira subiu para 1,45 vez o Ebitda ajustado, ante 1,29x no final de dezembro e 0,86x um ano antes.
Investimentos
A Petrobras investiu US$ 4,06 bilhões no trimestre, um aumento de 33,6% em relação ao 1º tri de 2024. No entanto, houve queda de 29,1% em relação ao trimestre anterior, quando os aportes haviam sido intensificados para equilibrar o cronograma físico-financeiro de plataformas, especialmente no campo de Búzios.
A maior parte dos investimentos (US$ 3,5 bilhões) foi destinada à área de exploração e produção. Os setores de refino, transporte e comercialização receberam US$ 405 milhões, enquanto gás e energia de baixo carbono contaram com US$ 55 milhões.